No primeiro ano de vida mantiveram-se as
terapias com profissionais da área de fisioterapia, fonoaudiologia,
reorganização neurológica e acrescentou-se a estas, a
hidroterapia, esta com uma resposta muito boa por parte do Nicholas. O ambiente
"água" mostrou-se bastante agradável para ele. Observamos
alguns avanços do ponto de vista postural, tais como manutenção
do
tronco e cabeça. Alguns meses mais
tarde, iniciou-se o trabalho com uma terapeuta ocupacional, a fim de que o
Nicholas pudesse descobrir o ambiente ao seu redor. Quanto à parte
clínica, continuaram as visitas ao pediatra para aompanhamento de seu
desenvolvimento, e sempre apresentou boa saúde. O diagnóstico
final da possível síndrome ainda não existia. As visitas
ao neuropediatra aconteciam a cada seis meses e a orientação
era: "não importa o rótulo, o importante é
fazer tudo o que está sendo feito".
Notamos alguma dificuldade do Nicholas para
enxergar, procuramos um oftalmologista e mantivemos controle de sua capacidade
visual, que a princípio não podiamos mensurar "quanto"
o Nicholas enxergava face à sua pouca resposta neurológica,
porém as visitas ao oftalmologista ocorriam a cada seis meses. O Nicholas
também tinha um comprometimento cardíaco (CIA), e por isso havia
o acompanhamento de uma cardiologista que realizava exames de eletrocardiogramas
e ecocardiogramas com frequência.